terça-feira, 11 de março de 2014

O que e Crossfit???

CrossFit é um programa de treinamento de força e condicionamento geral que proporciona a mais ampla adaptação fisiológica possível para qualquer tipo de pessoa, independente de idade ou nível físico, gerando assim uma maior otimização de todas as capacidades físicas; são elas: resistência cardio-respiratória, resistência muscular, força, flexibilidade, potência, velocidade, coordenação, agilidade, equilíbrio e precisão.



CrossFit é o principal programa de treinamento de força e condicionamento físico usado em muitas academias de polícia, grupos de operações táticas (como SWAT), unidades de operações especiais do exército americano (como os US Marines), por campeões de artes marciais e centenas de outros atletas de elite e profissionais pelo mundo, assim como por mães, avós, crianças e até mesmo pessoas com necessidades especiais.
O programa proporciona um tipo de condicionamento físico que por definição é amplo, geral e inclusivo; ou seja, nossa especialidade é não sermos especializados.

Sobrevivência, combate, muitos esportes e a vida dependem desse tipo de condicionamento, e em geral segrega os especialistas. Nós treinamos para sermos o melhor possível nos mais variados tipos de proezas físicas ao invés de irmos ao extremo em apenas uma ou duas aptidões físicas como força ou resistência.

Nossos atletas são treinados para pedalar, correr, nadar e remar em curta, média ou longa distância garantindo terem capacidade de trabalhar com um ótimo rendimento dentro de cada uma das três fontes metabólicas principais. Com isso nosso treinamento também se diferencia por seu foco na maximização da resposta neuro-endócrino, através de um treinamento constante com a prática de movimentos funcionais, desenvolvendo potência, misturando diversas modalidades e juntando ainda estratégias de dieta de sucesso.


O resultado final desse treinamento é justamente estarmos acima da média quando o assunto é condicionamento físico e consequentemente acima da média em saúde e qualidade de vida. Para nós isso pode ser medido quando você vai bater bola com os amigos, andar de bicicleta, carregar as compras do supermercado ou pegar seu filho no colo. Nossos atletas conseguem fazer mais exercícios, de uma maneira eficiente e por mais tempo que a média, ou seja, eles vivem suas vidas de uma maneira melhor.

A grande vantagem é que o programa de treinamento da CrossFit proporciona uma adaptação universal para qualquer tipo de pessoa, independente da sua idade, condicionamento ou experiência. Nós temos usado o mesmo tipo de treinamento para idosos com problemas de coração e para lutadores profissionais. Nós adaptamos a carga e intensidade, mas não mudamos o programa.


Nosso sistema único de treinamento é baseado em movimentos funcionais, constantemente variados e executados em alta intensidade.

Movimentos Funcionais são aqueles que possuem uma grande transferência para suas atividades cotidianas, Intensidade é a variável dependente que normalmente é mais associada com a melhora do condicionamento físico e Constantemente Variados significa que estamos treinando para uma infinidade de tarefas físicas que a vida nos apresenta. Resumindo, isso também pode ser entendido como a capacidade de mover grandes cargas por longas distâncias o mais rápido possível.

Parada de Mão
Foto feita na CrossFit Vancouver

Nós treinamos nossos atletas em Ginástica desde o movimento mais rudimentar até os mais avançados garantindo assim uma ótima capacidade de controlar o corpo tanto em movimento quanto parado, aumentando assim a sua relação de força-peso e flexibilidade. Nós também damos uma grande ênfase nos movimentos de Levantamento de Peso Olímpico tendo em vista a habilidade única desse esporte em desenvolver uma grande potência muscular em seus atletas, através da manipulação de um objeto externo e do domínio de um enorme  padrão de recrutamento motor.
Usamos também qualquer outro tipo de movimento ou exercício que julgarmos importante suficiente para promover uma grande adaptação  neuro-muscular, como correr, pular, remar, pedalar, etc. E finalmente, nós encorajamos e ajudamos nossos atletas a explorar uma grande variedade de esportes como um veículo para treinar e aplicar seu condicionamento físico.

Existe uma revolução crescente no mundo feita por pessoas que estão preocupadas realmente com seu nível real de condicionamento físico e não com sua aparência de “estar em forma”. Pessoas que já perceberam que a melhor maneira de parecer em forma é realmente estar com um bom nível de condicionamento físico.
É justamente por acreditar nisso que nós da CrossFit tentamos ao máximo nos aprimorar em busca do maior condicionamento físico possível; porém, O QUE É CONDICIONAMENTO FÍSICO?
Nós usamos três conceitos diferentes para avaliar e nos guiar nessa direção. Cada um é baseado em uma área diferente de conhecimento em atividade física, para no final chegarmos a um consenso que leva ao nosso método de treinamento.
Running Drill 1 

O primeiro conceito é baseado nas 10 capacidades ou aptidões físicas conhecidas pela sociedade mundial de fisiologistas do exercício, que podem ser melhoradas através de adaptações neurológicas e/ou orgânicas. São elas: resistência cardio-respiratória, resistência muscular, força, flexibilidade, potência, velocidade, coordenação, agilidade, equilíbrio e precisão.
Quanto mais competente em cada uma delas, mais condicionado você está, ou seja, um bom programa de treinamento deve conter exercícios que desenvolvam uma adaptação em cada uma dessas aptidões.
O segundo conceito é essencialmente a execução de qualquer atividade física de uma maneira randômica, ou seja, poder fazer bem qualquer tipo de tarefa que a vida nos propõe. Esse modelo sugere que o seu condicionamento físico pode ser medido pela sua capacidade de desempenhar bem uma tarefa em relação ao como fazia antes ou até mesmo comparado a outras pessoas. Seguindo essa idéia que nosso modelo de treinamento se baseia em exercícios funcionais feitos em relativa alta intensidade e constantemente variados. Nós NUNCA caimos numa rotina de treinamento; aqui você sempre treinará para desempenhar qualquer tarefa imaginável, seja ela curta, longa, combinada ou totalmente desconhecida para você, sempre visando melhorar o seu resultado final.

O terceiro conceito engloba as três vias metabólicas que nos provém energia para qualquer tipo de ação física. A primeira usa o fosfogênio de nossos músculos como fonte de energia e é responsável pelas atividades de maior potência, e dura aproximadamente 10 segundos; a segunda utiliza o glicogênio circulante como energia e rege as atividades de potência moderada, com duração de poucos minutos; já a terceira via é a oxidativa , também conhecida como aeróbia, responsável por mobilizar energia principalmente da gordura estocada em nosso corpo e nos permite executar atividades de baixa potência porém de média e longa duração.
Um condicionamento físico total deve então promover e desenvolver um treinamento que seja executado em cada um dos três sistemas de energia, buscando o melhor efeito possível do equilíbrio entre eles.

Apenas após entender o que Condicionamento Físico realmente significa é que você entende o porque do nosso método de treinamento buscar sempre desenvolver a mais ampla adaptação possível sem se focar em apenas um aspecto da aptidão física, como por exemplo a prática incessante de corridas de longa distância. Nós sabemos muito bem que todos temos pontos fortes e fracos, por isso mesmo que fazemos questão de treinar ambos.

Então qual a consequência desse treinamento todo? SAÚDE!!! Qualquer pessoa que treina para aprimorar o seu condicionamento físico, consequentemente está treinando para melhorar seus parâmetros de saúde e também sua aparência. Quando feito corretamente e sem exagero o condicionamento físico também nos ajuda contra os efeitos da idade e protege contra doenças.


A variedade de exercícios que usamos na CrossFit Brasil é praticamente infinita. Nós pulamos corda, corremos, levantamos peso, saltamos, remamos, escalamos corda, jogamos medicine ball para todo lado, subimos nas argolas, nos penduramos na barra, damos cambalhota e fazemos qualquer outro exercício que julgarmos ser útil para nossas vidas.


Rope Climb 1

Nós não temos vergonha em dizer que copiamos qualquer modalidade esportiva, exercício existente ou algum esporte específico, porque para nós “a mágica está nos movimentos, mas a arte está em como misturá-los”.
Então não espere que aqui você vá fazer todos aqueles velhos exercícios de isolamento muscular de musculação, como Leg Press, Chest Press ou Lat Pull Down, pelo contrário, nós vamos lhe ensinar o porque esses “exercícios” NÃO DEVEM SER FEITOS. Nós não vamos lhe ensinar a movimentar uma máquina mas sim a usar o seu corpo, porque aqui nós lidamos com desempenho humano.

Se você não é capaz de fazer algum de nossos exercícios, você vai aprender cada passo necessário adaptado para sua condição até chegar a um ponto em que vai olhar para trás e se perguntar porque nunca tinha feito isso antes.

segunda-feira, 10 de março de 2014

Creatina Quinase (CK)

Creatina Quinase

 













 

O que é creatina quinase (CK)?

A creatina-quinase ou CK é uma enzima importante que desempenha um papel na alimentação de energia dos músculos. Pode ser encontrada em quase todos os músculos do corpo e de uma forma particular, nos cérebros de volta. No dano de células musculares, a concentração de CK aumenta no sangue podendo, assim, ser medida através de um exame.

Por quê?

A fim de detectar danos no coração ou músculo esquelético pode ser a concentração de creatina-quinase no sangue é determinada. A quantidade de valores de creatina-quinase é então uma medida dos danos para as células musculares. Existem três tipos de creatina quinase:
  • CK-MB (tipo de músculo)
  • CK-MM (tipo de músculo esquelético)
  • CK-BB (tipo cérebro)
O total de creatina quinase que você ganha quando você somar todos os três tipos juntos. Danos no tecido muscular pode crescer muito mais rapidamente e, por vezes, 100 a 1000 vezes superior ao normal. A cinase de creatina no sangue, eventualmente, é excretada pelos rins.

Qual é a CK-MB?

CK-MB é especialmente comum em músculo cardíaco e, por conseguinte, é por vezes usada como um marcador de enfarte do miocárdio. Em caso de danos no músculo do coração, tal como um enfarte do miocárdio, um aumento na CK-MB pode ser medido no sangue.

Os valores normais CK

Homens <200 U / L
Mulheres <170 U / L
Recém-nascidos até 3 × valores dos adultos
Primeiro ano de vida aumentou ligeiramente

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Treinamento Força: Alongamento e Hipertrofia


flexibilidade02 
Alongamento: IGF-1, bag-stretching e hipertrofia.

Constantemente ouvíamos “marombeiros” falando: “não alongue pois atrapalha o ganho de massa muscular!”,”alongamento não serve para nada!”. O legado desta teoria infundada é o grande número de malhadores com a musculatura encurtada, vemos freqüentemente bíceps que não estendem totalmente, ombros projetados à frente, escápulas elevadas…
Muitos desconhecem que o alongamento não serve só como meio de profilaxia de lesões ou na promoção da batidíssima qualidade de vida. Na verdade exercícios de alongamento podem favorecer o anabolismo através de duas maneiras distintas: aumento do espaço físico dentro da fibra muscular e liberação de hormônios anabólicos
Alguns autores acreditam que o alongamento da célula favorece o crescimento da fibra muscular por aumentar o espaço físico (HAUSSINGER, 1990 e 1993; MILLWARD, 1995). Supõe-se que ao “esticarmos” a célula, ocorre a dilatação dos tecidos conjuntivos que as envolvem. Além disso, há uma relação de proporcionalidade direta entre dimensão da célula muscular e sua quantidade de núcleos (ALLEN et al, 1995; MOSS, 1968). Outra suposição é que o contato físico entre as células musculares pode ser um sinal para que as células satélites permaneçam inativas, portanto ao aumentar-se o espaço entre as fibras, tais células ativam-se e formam novos núcleos e/ou novas fibras (BISCHOFF et al, 1990). Lembre-se: no núcleo se encontra o DNA, a partir do qual é sintetizado o RNAm, que por sua vez direciona o processo de síntese protéica. Tire daí sua conclusão…
Existem autores que se referem à hipertrofia ao aumento do IGF-1 em animais submetidos a alongamentos. Os resultados são impressionantes, os músculos chegam a crescer 85% e a expressão de RNAm para a síntese de IGF-1 aumenta até 40 vezes. Diversas pesquisas publicadas verificaram que o alongamento é uma maneira extremamente eficiente e rápida de induzir hipertrofia, proporcionando aumento na produção de proteínas contráteis e no número de sarcômeros, tanto em série, quanto em paralelo, o que obviamente pode ser ainda mais significativo com a utilização concominante de sobrecarga. (GOLDSPINK, 1999, JAMES et al, 1997, MITCHELL et al, 1999, YANG et al, 1996; YANG et al, 1997). Mas lembre-se que há inegáveis limitações na generalização das pesquisas acima, pois é muito difícil reproduzir as metodologias em humanos.
Na prática, existem diversas maneiras de aproveitar os exercícios de alongamento, muitos fisiculturistas, por exemplo, utilizam-se deles entre suas séries, o único cuidado a ser tomado é com a intensidade, pois um exagero na amplitude ocorrida na hora e maneira erradas pode causar lesões nos músculo e demais tecidos, o que te afastará dos treinos por um bom tempo. É interessante ressaltar que a maioria dos estudos refere-se a alongamentos intensos, o que seria entendido como treinos de flexibilidade, há relatos de estiramentos superiores à 20% do comprimento normal do músculo mantidos por horas, dias e até semanas, o alongamento leve, estilo relaxamento, certamente tem um efeito importante, mas dificilmente lhe trará os benefícios citados neste artigo.
Se você acreditava na antiga teoria de negligenciar (ou negar) o alongamento, pode ser que tenho sub-utilizado seu potencial de crescimento, pois, ao contrário do que se dizia, o alongamento ajuda, e muito, o processo de hipertrofia. Então o que você está esperando: ALONGUE-SE.
Veja mais em Amplitude
MITCHELL P, STEENSTRUP T,HANNON K. . Expression of the fibroblast growth factor family during postnatal skeletal muscle hypertrophy. J. Appl. Physiol.86(1): 313–319, 1999.
ALLEN DL, MONKE SR, TALMADGE RJ, ROY RR, EDGERTON VR. Plasticity of myonuclear number in hypertrophied and atrophied mammalian skeletal muscle fibers. J Appl Physiol 1995 May;78(5):1969-76
BISCHOFF R. Interaction between satellite cells and skeletal muscle fibers. Development 1990 Aug;109(4):943-52 GOLDSPINK, G et al. Changes in muscle mass and phenotype and the expression of autocirne and systemic growth factors by muscle in response to stretch and overload. J Anat 1999 Apr;194 ( Pt 3):323-34
HÄUSSINGER, D., et al., “Cell Swelling Inhibits Proteolysis in Perfused Rat Liver,” Biochem. J. 272.1 (1990) : 239-242.
HÄUSSINGER, D., et al., “Cellular Hydration State: An Important Determinant of Protein Catabolism in Health and Disease,” Lancet 341.8856 (1993) : 1330-1332.
JAMES RS, COX VM, YOUNG IS, ALTINGHAM JD, and GOLDSPINK DF. Mechanical properties of rabbit latissimus dorsi muscle after stretch and/or electrical stimulation. J. Appl. Physiol. 83(2): 398–406, 1997.
McKOY, G et al. Expression of insulin grwth factor-1 splice variantes and structural genes in rabit skeleta muscle induced by stretch and stimulation. J Physiol (London), 1999)
MILLWARD, D.J., “A Protein-Stat Mechanism for Regulation of Growth and Maintenance of the Lean Body Mass,” Nutr. Res. Rev. 8 (1995) : 93-120.
MOSS, F.P. “The Relationship Between the Dimension of the Fibers and the Number of Nuclei During Normal Growth of Skeletal Muscle in the Domestic Fowl,” Am. J. Anat. 122 (1968) : 555-564.
YANG, H et al. Changes in muscle fiber type, muscle mass and IGF-1 gene expression in rabbit skeletal muscle subjected to estretch. J Anat, May 1997
YANG, S et al. Cloning and characterizatio of an IGF-1 isoform expressed in skeletal muscle subjected to stretch (J Mucle Res Cell Motil, Aug 1996
Link original do artigo: http://www.gease.pro.br/artigo_visualizar.php?id=54


paulo gentilProf. Paulo Gentil, Doutor em Ciências da Saúde. Professor do curso de Pós-Graudação em Musculação e Treinamento de Força e Pesquisador da Universidade de Brasília (UNB). Treinador de força da atletas em nível internacional e olímpico.
Presidente do GEASE (Grupo de Estudos Avançados em Saúde e Exercício)
Membro da National Strength and Conditioning Association (NSCA)
Autor dos livros “Bases Científicas do Treinamento de Hipertrofia” e “Emagrecimento: Quebrando Mitos e Mudando Paradigmas”

Evite o leite… pela sua saúde!



  smart-jug-sends-text_11 

As indústrias de lacticínios americanas gastaram rios de dinheiro para convencer o público em geral que o leite é necessário por razões de saúde, mas o que não nos disseram é que para os adultos o consumo de leite animal pode estimular doenças coronárias, obesidades, diabetes, cancro de mama, próstata e cólon, doenças autoimunes, osteoporose, algumas doenças da retina e dos rins, diabetes tipo 1 em crianças predispostas, em que o pâncreas sofre uma destruição autoimune. Por isso, o alimento pode e deve ser evitado, sem prejuízo para o organismo.

O leite, particularmente o de vaca, é a mais comum das alergias a alimentos [Fonte: Rona, Nowak-Wegrzyn]. Mesmo quando não se é alérgico o leite é frequentemente intolerado no tracto intestinal [Fonte: Nowak-Wegrzyn] e o problema vai muito além da intolerância à lactose pois este provoca inchaço intestinal, prisão de ventre e refluxo. Clinicamente, o leite, está ainda ligado ao aumento de problemas de pele (eczema), sinusite, enxaquecas e dores nas articulações [Fonte:  Grant].
Na realidade o leite é muito mais do que uma bebida, é um fenómeno cultural e industrial passível de ser analisado ao longo da história das civilizações.
O mito do leite espalhou-se pelo mundo baseado na crença de que é rico em proteínas e cálcio e essencial para a saúde, especialmente dos ossos. Todavia os estudos mostram que são mais os malefícios e os efeitos nefastos à saúde do que os benefícios. Surpreendentemente não só o corpo humano é incapaz de absorver o cálcio do leite de vaca (especialmente pasteurizado), mas também ficou já provado que o leite pode aumentar as perdas de cálcio nos ossos. Irónico?!

PSM_V44_D639_Showing_leg_bones

Como todas as proteínas animais o leite aumenta a acidez do pH do corpo humano que por seu lado despoleta uma correcção biológica natural.  É que o cálcio é um excelente neutralizador de acidez e o maior armazém de cálcio do corpo é exactamente o esqueleto. Assim, o mesmo cálcio que os nossos ossos necessitam para se manterem fortes e saudáveis vai ser usado para neutralizar a acidez provocada pela ingestão de leite. Uma vez destacado dos ossos para equilibrar o pH, o cálcio é expelido pela urina causando um efeito surpreendetemente contrário ao que é advogado pelas indústrias leiteiras.
Sabendo tudo isto percebemos finalmente porque os países com menor consumo de lacticínios são também aqueles que possuem menor incidência de fracturas ósseas na população. É triste ver que os profissionais de saúde continuam a ignorar estes factos comprovados

O leite de vaca é para vitelos!

Graças à nossa ingenuidade e talvez aos instintos de sobrevivência adoptamos o acto dúbio de beber o leite de outras espécies. Ninguém nega a eficácia e pertinência do leite de vaca para os vitelos, mas ao contrário dos humanos estes deixam de consumir leite definitivamente uma vez que estejam crescidos… e o mesmo se aplica a todos os mamíferos à face do planeta. Além disso cada espécie de mamífero é o próprio ‘designer’ do seu leite que serve exactamente para a sua espécie, e isto aplica-se ao leite de vaca que contém três vezes mais proteínas que o leite humano o que obviamente tem de provocar distúrbios metabólicos nos humanos que erradamente o consomem.
Para quem insiste em manter os lacticínios na sua dieta fique pelo menos a saber que o que compram no supermercado está muito longe de ser saudável. As vacas leiteiras recebem diariamente hormonas de crescimento e de simulação de gravidez para aumentar a produção de leite, bem como antibióticos vários para diminuir infecções provocadas pelos mais variados mecanismos e químicos a que estão expostas. Estes materiais obrigatoriamente contaminam o leite e o seu impacto para os seres humanos que o consomem é ainda desconhecido.

milk-does-a-body-good

Concluindo, e como explica o famoso Save Our Bones Program,ao contrário do que diz a corrente, os media e os profissionais de saúde rebanhados a repetir unicamente o que ouvem sem tentar perceber se é correcto ou não… beber leite e consumir lacticínios não é uma resposta ou uma reversão à osteoporose ou outras deficiências, bem pelo contrário.
No meio de tudo isto ressalva-se apenas que lacticínios naturalmente processados e sem adição de açúcares ou adoçantes estão já livres de acidez e os estudos atestam que o iogurte, as natas e o kefir que não possuem rBGH (hormona) têm francos benefícios para a saúde humana.

Fica o aviso… saia da corrente! Investigue e pondere não consumir leite, pela sua saúde!



terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Pré-treino


Paulo Gentil
01/12/201

É comum que praticantes de atividade física se deparem com dias ou até mesmo longas fases em que a disposição para treinar é reduzida. Estas variações são até certo ponto comuns e mesmo os atletas de alto nível passam por elas. Para se romper tais barreiras, muitas pessoas têm utilizado suplementos que prometem melhorar a disposição e o rendimento, os famosos "pré-treino".
Tais suplementos são vendidos com as mais diversas justificativas, como aumentar a produção de força, retardar a fadiga, promover inchaço na musculatura, etc. É uma proposta extremamente atrativa, pois diminui a responsabilidade das pessoas e transfere para um pote!! Com isso, o treinador não precisaria mais planejar e o atleta não precisaria vencer suas próprias limitações!! Bastaria tomar comprimidos e pronto!

As composições dos pré-treino variam muito entre produtos e fabricantes, no entanto, alguns componentes comumente encontrados são a creatina, cafeína, arginina e beta-alanina. Com relação à arginina e seus derivados, a proposta é atuar no ciclo do óxido nítrico, uma proposta infundada e comprovadamente ineficiente, inclusive isso já foi tratado em um texto anterior (Oxido nitrico) e está confirmado em uma revisão de literatura recente (Bescos, 2012). Outro suplemento que já foi abordado em um texto antigo, mas que continua com opiniões atuais, é a creatina (Creatina). Apesar de a creatina ser um bom suplemento, os pré-treino normalmente também levam cafeína em sua fórmula, e a ingestão concomitante dessas substâncias compromete os efeitos benéficos da creatina, podendo eliminar completamente o seu efeito ergogênico (Vandenberghe et al., 1996; Hespel et al., 2002).

Resta então analisar a cafeína e a beta-alanina.

Cafeína

A cafeína é um alcalóide da xantina que atua como estimulante do sistema nervoso central e tem sido acrescentado nos suplementos com o intuito de deixar o praticante mais disposto para o treino. No entanto, os resultados de estudos envolvendo a utilização da cafeína para melhora da performance são controversos. Nas revisões sobre o tema, é possível encontrar estudos em que houve melhora e estudos em que houve piora de performance (Burke, 2008; Astorino & Roberson, 2010; Davis & Green, 2009) , tornando difícil estabelecer uma posição clara. O que se sabe é que há uma grande variedade nas respostas individuais à ingestão de cafeína e alguns fatores que parecem influenciar sua eficiência são: 1) duração da atividade (benefícios em atividades superiores a 60 segundos); 2) ingestão habitual (melhores resultados em pessoas que não ingerem cafeína habitualmente); 3) nível de treinamento (melhor em pessoas treinadas) e 4) dosagem (efeitos a partir de 3mg/kg).

Sobre esses pontos deve-se esclarecer que: 1) a duração da atividade não é a comumente encontrada na musculação, pois cada série normalmente dura menos de um minuto. 2) A população brasileira em geral ingere bebidas com cafeína, como o café, refrigerantes, bebidas energéticas, etc. 3) A maior parte das pessoas que tomam esses suplementos não estão no nível de treinamento dos participantes dos estudos. 4) A dosagem de cafeína encontrada nos suplementos normalmente varia entre 35 a 140mg, o que não seria suficiente para trazer os efeitos procurados. Somando tudo isso, vemos que dificilmente os suplementos trariam os efeitos esperados para os praticantes de musculação.

Algo muito subestimado com relação à cafeína são os efeitos colaterais. Se ela exercer o efeito estimulante, haverá consequentemente maior sobrecarga cardiovascular (Riksen et al., 2011; Butt et al., 2011; Mesas et al., 2011), aumentando os riscos à saúde. Além disso, como acontece com todo estimulante, a ingestão de cafeína tem o efeito potencial de gerar acomodação. Desse modo, a ingestão habitual dos suplementos levaria o organismo a se acostumar, gerando a necessidade de doses cada vez maiores e a dependência. Essa dependência vem associada a diversos problemas cientificamente comprovados como problemas do sono, depressão, alterações no humor, etc (Bergin et al., 2012; Reissig et al., 2009; Roehrs & Roth, 2008; Ogawa & Ueki, 2007).

Beta-alanina

Durante a atividade física intensa de duração prolongada, é necessário recorrer à glicólise anaeróbia, o que resulta na formação de uma grande quantidade de íons H+, isto, segundo alguns autores, pode estar associado à fadiga. Apesar de ser controverso se a acidose é associada à fadiga em eventos de curta duração (ver o texto Lactato, acidose e fadiga), pode ser que haja interferência nas atividades mais longas. Para contrabalancear a acidose, nosso corpo dispõem de sistemas de tamponamento, dentre os quais se encontra a carnosina (Hobson et al., 2012).

A beta-alanina é um precursor da carnosina, um dipeptideo formado pela ligação da beta-alanina com a histidina. Como a beta-alanina é o principal limitante da disponibilidade de carnosina, sua suplementação tem sido usada com a finalidade de aumentar a quantidade desta e, consequentemente, retardar a fadiga e diminuir a concentração de metabólitos em resposta ao exercício.

De fato, há estudos com atividades contínuas (Ghiasvand et al., 2012; Sale et al., 2012) e intervaladas (Saunders et al., 2012) que verificaram aumento do tempo até a exaustão e redução na concentração de lactato com a suplementação de beta-alanina. No entanto, tais resultados são contrapostos por estudos que não encontraram efeitos benéficos, especialmente quando a amostra foi composta por pessoas treinadas (Smith-Ryan et al., 2012; Jagim et al., 2012; Saunders et al., 2012).

Em uma meta-análise sobre o tema, Hobson et al. (2012) concluem que a suplementação de beta-alanina pode auxiliar em exercícios com duração maior que 60 segundos, mas não em exercícios com duração inferior a essa. A melhora seria de 2,85% na performance com uma suplementação de 5,12g diárias de beta-arginina... um custo-benefício pouco atraente (por curiosidade eu não consegui ver a concentração de beta-alanina nos suplementos que olhei). Desse modo, seria possível inferir que a suplementação ajudaria pouco o praticante de musculação, pois são raros os treinos em que o esforço dure mais do que 60 segundos, como falado anteriormente. A exceção seriam alguns tipos de treinos metabólicos, no entanto, a relevância disso ainda seria discutível. Se pensarmos em alguém que realiza 15 repetições de um determinado exercício, tal benefício não chegaria nem a ser uma repetição a mais. Ou, ainda, se pensarmos em alguém que utiliza 100kg para determinado exercício, as melhoras não chegariam a 3kg!

Mais discutível ainda seriam os benefícios da diminuição no estresse metabólico em longo prazo, pois já existem diversos estudos que associam o acúmulo de metabólitos aos ganhos de força e massa muscular (Schott et al., 1995; Takada et al., 2012). Dessa forma, deve-se questionar até que ponto tal redução seria desejável, pois poderia interferir negativamente nas adaptações ao treino.

O que se tem sobre musculação é um estudo britânico no qual se suplementou 6,4 gramas diárias de beta-alanina em estudantes de Educação Física que praticaram musculação por 10 semanas. Apesar da suplementação aumentar a quantidade de carnosina no músculo, não houve efeitos positivos nos ganhos de força e nas alterações na composição corporal (Kendrick et al., 2008). Não há ainda muitos estudos sobre a suplementação de beta-alanina em praticantes de musculação, no entanto, a partir das evidências teóricas deve-se fazer os seguintes questionamentos: se ela aumentaria a performance; se o aumento de performance seria relevante; se as alterações seriam benéficas em longo prazo.

Considerações finais

Confrontando os treinos realizados nas academias com as evidências científicas disponíveis, é nítido que a maioria dos praticantes de musculação realiza um volume excessivo de treino. Portanto, a falta de energia e motivação reportada por muitos, provavelmente é consequência do overtraining. Para se romper tais barreiras, seria necessário fazer modificações no planejamento e contar com a determinação e esforço individual. Mas, por falta de uma, de outra ou das duas, têm se buscado soluções mágicas, o que levou ao aumento da utilização dos "pré-treino".

Como sempre, quando lidamos com interesses financeiros, deve-se ter cuidado com os propagandas, mesmo que elas citem estudos, normalmente são estudos manipulados e cujos resultados divergem largamente das evidências científicas disponíveis. Com esses suplementos, por exemplo, existem alguns estudos financiados que apontam estranhos efeitos positivos. Mas o que se pode concluir com base na literatura e nas bases teóricas disponíveis é que tais suplementos dificilmente trariam os resultados prometidos para praticantes de musculação, além de terem potenciais efeitos negativos na saúde do usuário.

Referências bibliográficas
Astorino TA, Roberson DW. Efficacy of acute caffeine ingestion for short-term high-intensity exercise performance: a systematic review. J Strength Cond Res. 2010 Jan;24(1):257-65.
Bergin JE, Kendler KS. Common psychiatric disorders and caffeine use, tolerance, and withdrawal: an examination of shared genetic and environmental effects. Twin Res Hum Genet. 2012 Aug;15(4):473-82.
Bescós R, Sureda A, Tur JA, Pons A. The effect of nitric-oxide-related supplements on human performance. Sports Med. 2012 Feb 1;42(2):99-117.
Burke LM. Caffeine and sports performance. Appl Physiol Nutr Metab. 2008 Dec;33(6):1319-34.
Butt MS, Sultan MT. Coffee and its consumption: benefits and risks. Crit Rev Food Sci Nutr. 2011 Apr;51(4):363-73.
Davis JK, Green JM. Caffeine and anaerobic performance: ergogenic value and mechanisms of action. Sports Med. 2009;39(10):813-32.
Ghiasvand R, Askari G, Malekzadeh J, Hajishafiee M, Daneshvar P, Akbari F, Bahreynian M. Effects of Six Weeks of β-alanine Administration on VO(2) max, Time to Exhaustion and Lactate Concentrations in Physical Education Students. Int J Prev Med. 2012 Aug;3(8):559-63.
Hespel P, Op't Eijnde B, Van Leemputte M. Opposite actions of caffeine and creatine on muscle relaxation time in humans. J Appl Physiol. 2002 Feb;92(2):513-8.
Hobson RM, Saunders B, Ball G, Harris RC, Sale C. Effects of β-alanine supplementation on exercise performance: a meta-analysis. Amino Acids. 2012 Jul;43(1):25-37.
Jagim AR, Wright GA, Brice AG, Doberstein ST. Effects of beta-alanine supplementation on sprint endurance. J Strength Cond Res. 2012 Apr 3. [Epub ahead of print]
Kendrick IP, Harris RC, Kim HJ, Kim CK, Dang VH, Lam TQ, Bui TT, Smith M, Wise JA. The effects of 10 weeks of resistance training combined with beta-alanine supplementation on whole body strength, force production, muscular endurance and body composition. Amino Acids. 2008 May;34(4):547-54.
Mesas AE, Leon-Muñoz LM, Rodriguez-Artalejo F, Lopez-Garcia E. The effect of coffee on blood pressure and cardiovascular disease in hypertensive individuals: a systematic review and meta-analysis. Am J Clin Nutr. 2011 Oct;94(4):1113-26.
Ogawa N, Ueki H. Clinical importance of caffeine dependence and abuse. Psychiatry Clin Neurosci. 2007 Jun;61(3):263-8.
Reissig CJ, Strain EC, Griffiths RR. Caffeinated energy drinks--a growing problem. Drug Alcohol Depend. 2009 Jan 1;99(1-3):1-10.
Riksen NP, Smits P, Rongen GA. The cardiovascular effects of methylxanthines. Handb Exp Pharmacol. 2011;(200):413-37.
Roehrs T, Roth T. Caffeine: sleep and daytime sleepiness. Sleep Med Rev. 2008 Apr;12(2):153-62.
Sale C, Hill CA, Ponte J, Harris RC. β-alanine supplementation improves isometric endurance of the knee extensor muscles. J Int Soc Sports Nutr. 2012 Jun 14;9(1):26. doi: 10.1186/1550-2783-9-26.
Saunders B, Sale C, Harris RC, Sunderland C. Effect of beta-alanine supplementation on repeated sprint performance during the Loughborough Intermittent Shuttle Test. Amino Acids. 2012 Jul;43(1):39-47.
Saunders B, Sunderland C, Harris RC, Sale C. β-alanine supplementation improves YoYo intermittent recovery test performance. J Int Soc Sports Nutr. 2012 Aug 28;9(1):39.
Schott J, McCully K, Rutherford OM. The role of metabolites in strength training. II. Short versus long isometric contractions. Eur J Appl Physiol Occup Physiol. 1995;71(4):337-41.
Smith-Ryan AE, Fukuda DH, Stout JR, Kendall KL. High-velocity intermittent running: effects of beta-alanine supplementation. J Strength Cond Res. 2012 Oct;26(10):2798-805.
Takada S, Okita K, Suga T, Omokawa M, Kadoguchi T, Sato T, Takahashi M, Yokota T, Hirabayashi K, Morita N, Horiuchi M, Kinugawa S, Tsutsui H. Low-intensity exercise can increase muscle mass and strength proportionally to enhanced metabolic stress under ischemic conditions. J Appl Physiol. 2012 Jul;113(2):199-205.
Vandenberghe K, Gillis N, Van Leemputte M, Van Hecke P, Vanstapel F, Hespel P. Caffeine counteracts the ergogenic action of muscle creatine loading. J Appl Physiol. 1996 Feb;80(2):452-7

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

TREINAMENTO FUNCIONAL NO FUTEBOL


Por Sandro Sargentim
Com o passar dos anos a ciência aliada ao treinamento desportivo vem buscando aperfeiçoar mecanismos de aplicação de treinamentos que busquem a excelência em rendimento através de métodos específicos de cada modalidade. Os esportes individuais no decorrer dos anos alcançaram resultados mais diretos na busca pela especificidade da manipulação das cargas de treinamento comparado aos esportes coletivos.
O futebol, dos esportes coletivos, sempre foi a modalidade que mais impõe barreiras para a implantação de técnicas novas de treinamento que visam não somente alto rendimento individual e coletivo, mas geram uma adaptação ao organismo do atleta, proporcionando uma maior equilíbrio muscular e com isso um menor risco de lesões muscular e articular.
O treinamento funcional tem como foco dentro do futebol dois objetivos claros e interdependentes:
1- Melhora do movimento específico do futebolista durante as fases mais intensas e decisivas do jogo;
2- Um maior equilíbrio das cadeias musculares, minimizando com isso as chances de dores e lesões inerentes ao futebolista.
As vertentes que compõe o treinamento funcional dentro do futebol são:
Treinamento de Força, core e Propriocepção.
A força é aplicada com o principal objetivo de melhora da resposta muscular aos movimentos mais intensos e específicos do jogo. O treinamento de força tem como função primária melhorar a ação motora do futebolista dentro dos treinamentos e jogos.
O futebol é um esporte misto e intermitente, onde o atleta realiza diversas ações musculares intensas e curtas com longas pausas para as novas ações. As ações motoras na fase ativa da partida, na maior parte das vezes, são realizadas através de movimentos rápidos e intensos com ação específica dos grandes grupos musculares.
A manipulação dos exercícios de força pretende dentro do futebol, criar uma adaptação ao atleta, para poder realizar os movimentos com mais intensidade e segurança, prorrogando ou diminuindo a chance de fadiga muscular. As manifestações de força do futebolista são força máxima, força explosiva e resistência de força explosiva. Para o futebolista poder desempenhar o seu melhor desempenho através do treinamento de força, o fortalecimento das suas articulações e bem como seu centro de equilíbrio e controle deve ser treinado e aprimorado através do treinamento do core e da propriocepção.
A região do core pode ser entendida com a conexão entre os membros superiores e inferiores, se tornado a base do movimento de cada indivíduo, pode ser entendido como o produto de um controle motor e da capacidade muscular do complexo quadril-lombar-pelve. Os movimentos realizados pelos membros são iniciados e posteriormente equilibrados pela região do core. Com o core bem equilibrado e fortalecido, o futebolista conseguirá realizar as ações musculares com maior segurança, gerando mais força com menos gasto de energia e conseqüentemente uma menor possibilidade de fadiga.
Contudo por mais força que o atleta conseguir realizar pelos membros e por mais fortalecido e equilibrado estiver a região do core, de pouco adianta se as articulações específicas não forem treinadas e fortalecidas da forma pontual e correta. A propriocepção tem como principal característica o fortalecimento das articulações correspondentes ao futebolista (tornozelo, quadril e joelho).
A propriocepção não age isoladamente na articulação, ela fortalece também a musculatura que compõe cada articulação. O fortalecimento articular através da propriocepção acontece através da estimulação dos receptores (especialmente os mecanorreceptores), da estimulação ao fuso muscular e ao órgão tendinoso de Golgi.
O treinamento funcional dentro do futebol é realizado dentro dessas três vertentes (força, core e propriocepção). A principal diretriz para a aplicação treinamento funcional dentro do futebol é conseguir aplicar cada uma das vertentes de forma específica, simulando os exercícios com gestos iguais ou parecidos com os realizados pelos futebolistas dentro dos treinos e jogos.
Os exercícios para serem específicos devem ser realizados pelos grupamentos musculares específicos dos futebolistas, com a alta intensidade, com a velocidade de movimento parecida com a de jogo, e com a freqüência de movimentos próxima a da realidade encontrada em uma partida de futebol. É possível o treinamento de forma integrada, com as três vertentes do treinamento funcional estimuladas ao mesmo tempo, ou isolando cada uma das vertentes em cada sessão de treino, essa divisão é pedagógica e pode evoluir de acordo com aceitação e evolução dos atletas.
O treinamento funcional dentro do futebol não prioriza a prevenção de lesões em detrimento ao alto rendimento, ele contribui para os dois objetivos agirem em conjunto proporcionando ao futebolista moderno um maior fortalecimento e equilíbrio muscular, potencializando o rendimento de forma complexa e específica.

terça-feira, 19 de novembro de 2013

Preparador Físico Futebol Profissional - RODRIGO POLETTO: O que você precisa saber sobre treino regenerativo...

Preparador Físico Futebol Profissional - RODRIGO POLETTO: O que você precisa saber sobre treino regenerativo...:   POR LUIZ CARLOS DE MORAES É muito comum o corredor fazer um trote leve no dia seguinte a uma competição ou de um treino forte, ...

O que você precisa saber sobre treino regenerativo


 POR LUIZ CARLOS DE MORAES

É muito comum o corredor fazer um trote leve no dia seguinte a uma competição ou de um treino forte, pensando tratar-se de uma atividade regenerativa de sua musculatura. Mas esta não é a melhor opção.
Entre tantas discussões na área de treinamento físico, uma também longe do fim é a questão do que fazer no dia seguinte a um treinamento forte e/ou competição. No futebol, por exemplo, mal ou bem todos nós estamos acostumados a ver nos noticiários que os técnicos adotam condutas diferentes no dia seguinte. Uns dão folga completa, outros mandam seus jogadores para a piscina, outros para a sala de musculação e ainda tem os que adotam um treino leve e descontraído com bola, chamando isso de treino regenerativo. Ou seja, vários procedimentos para a mesma situação.
O fato também acontece com os corredores. Embora realmente não haja consenso nessa questão, não é possível chamar de treino regenerativo o ato de voltar a treinar exatamente a mesma atividade, mesmo em ritmo fraco, no dia seguinte. A gente sabe que qualquer exercício físico, seja ele qual for, provoca microlesões nas fibras musculares e o próprio organismo recompõe os tecidos danificados, tornando-os mais fortes e/ou resistentes, mas precisa de um tempo para que isso aconteça. 

TRÊS MOMENTOS DA MUSCULATURA. É nisso que se baseia o "princípio da adaptação", que acontece em três fases bem distintas e que duram entre 24 e 48 horas: 

FASE DE DESTRUIÇÃO. É quando acontece a ruptura das fibras musculares, formando o hematoma entre elas e a reação anti-inflamatória, como resultado do exercício que ultrapasse a capacidade do músculo. Quando vem na intensidade certa do exercício, vem também acompanhada de dor chamada tardia, que até certo ponto tem que existir mesmo. Mas não pode ser aguda, que indicaria uma lesão.
FASE DE REPARO. Neste momento ocorre a absorção das partículas necrosadas na fase anterior e a reconstrução das fibras musculares. Ou seja, uma faxina geral nas fibras que foram danificadas. Nessa fase a dor tardia ainda está presente, mas começando a diminuir. Reside aí a velha frase que "sem dor não há ganho (de performance)". De fato não há ganho, desde que essa dor não seja aguda.
FASE DE REMODELAÇÃO OU SUPER-COMPENSAÇÃO. Aqui ocorre o amadurecimento das fibras, tornando-as aptas e mais fortes novamente para a atividade física. A dor já não existe mais e o corpo parece nos dar a boa sensação de estar pedindo mais exercício. 

VARIAR PARA POUPAR. Partindo do princípio que o exercício específico é que provocou todo esse processo, não faz sentido o indivíduo voltar a fazer exatamente o mesmo movimento, sem antes as fibras musculares estarem totalmente regeneradas. Ou seja, no caso do corredor voltar a correr, mesmo devagar, depois de um treino forte sob justificativa de estar fazendo um regenerativo, na verdade está é degenerando as fibras musculares porque volta a correr ainda na segunda fase, a de reparo. As fibras musculares ainda não estão curadas e prontas para uma nova tensão. Pior ainda é quando o corredor resolve fazer outro treino forte.
Talvez resida aí a explicação da ocorrência de algumas lesões, especialmente aquelas que se manifestam não imediatamente, mas alguns dias depois. O indivíduo volta a correr ainda com dor, dias depois faz isso de novo, até virar uma lesão. Por conta disso acredito que qualquer outro procedimento tais como exercícios leves, que não sejam a corrida, possam fazer sentido porque não se estará sacrificando as mesmas fibras musculares do mesmo modo. 

A AJUDA DO SANGUE. Sabe-se também que todo o processo depende da quantidade de sangue passando na região afetada, tanto na reconstrução dos tecidos como na remoção dos resíduos, justificando mais uma vez a execução de outros exercícios que de alguma forma irão manter o aporte sanguíneo. Não custa lembrar que a corrida gera um impacto de três vezes o peso corporal e as pernas são as mais prejudicadas, mesmo nos exercícios leves. A intensidade é apenas um detalhe para aumentar o desgaste nas fibras musculares. Isto é, com intensidade maior as fibras recebem duas ações de desgaste: o impacto e a velocidade aumentada. Na corrida leve só diminui a questão da velocidade, mas o impacto permanece.
A musculatura humana tem uma enorme capacidade de adaptação a todo tipo de estresse, tanto nas doenças como nos exercícios. Se compararmos um sedentário com um ultra-maratonista aí vai uma longa distância de adaptação. São muitos os mecanismos de controle que o próprio corpo dispõe para se proteger, mas com limites que não devem ser ultrapassados.
Reside aí o segredo da aplicação do estresse na medida certa ao músculo humano, com objetivo de respostas de desempenho esportivo, que sempre foi e sempre será o controle adequado da intensidade, frequência e duração do exercício, na medida certa para cada pessoa. É certo que depois de um treinamento forte ou competição, o músculo precisa de repouso que pode ou não ser ativo. Tudo depende do "tamanho do estrago", por assim dizer, que o treinamento provocou nas fibras musculares. Voltar logo a correr, mesmo devagar, pode não ser uma boa idéia. 

BOAS OPÇÕES REGENERATIVAS
Hidroginástica. Sabidamente é uma atividade relaxante por causa das propriedades físicas da água. Como geralmente as piscinas destinadas a essa atividade são rasas, o corredor que detesta ficar sem correr pode correr dentro da água, que nesse caso estará fazendo realmente um treino regenerativo, sem impacto.
Pedalar, na bicicleta comum, na ergométrica ou spinning. O ato de pedalar envolve um sincronismo de praticamente todos os grupos musculares das pernas durante os 360 graus do giro, recrutando alguns músculos não tão usados durante a corrida e com a vantagem da diminuição do impacto.
Caminhada. É a atividade mais natural do ser humano, mas apesar de aparentemente simples, por incrível que possa parecer tem corredor que sabe correr, até porque se preocupa com o gesto esportivo, e não sabe caminhar ereto com o tronco, braços e a cabeça em perfeito equilíbrio sobre as pernas em movimento constante e balanço correto dos braços. Isso acontece exatamente porque cada um desde a infância já adquiriu um padrão motor que é o seu possível natural.
Portanto, caminhar desde que seja numa velocidade confortável, constante e com o corpo em equilíbrio também é uma atividade regenerativa porque além do impacto ser infinitamente menor, o padrão motor é diferente da corrida. O único problema é ficar tentado a terminar correndo, principalmente depois de bem aquecido. Alguns poderão achar que caminhar não ajuda em nada, mas o objetivo é exatamente esse: sentir-se bem ao final do treino regenerativo.
Musculação. Também é uma boa opção porque além de estar fazendo um treino regenerativo, se estará fortalecendo outros grupos musculares importantes no equilíbrio do gesto esportivo, enquanto o corpo recupera os músculos da corrida.

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Preparador Físico Futebol Profissional - RODRIGO POLETTO: Bahia é o único clube da Série A sem jogadores no ...

Preparador Físico Futebol Profissional - RODRIGO POLETTO: Bahia é o único clube da Série A sem jogadores no ...: por Redação Galáticos Online em 16 de Outubro de 2013 13:19 com 6 Comentários em ...

Bahia é o único clube da Série A sem jogadores no DM

O técnico do Bahia, Cristóvão Borges, tem enfrentado poucos problemas com jogadores lesionados no elenco tricolor. Dentre os 20 clubes da Série A do Campeonato Brasileiro, o Esquadrão é o único time que não tem atletas no departamento médico do clube neste momento da competição.

Apenas Ávine, que não atuou em 2013, segue em tratamento em São Paulo em recuperação de uma cirurgia no joelho. Um trabalho em conjunto desenvolvido pela comissão técnica, departamento médico, fisioterapia, fisiologia e nutrição, além do comprometimento dos atletas com os treinos e atividades, têm ajudado o Bahia a não ter desfalques constantes por conta de lesões neste ano.

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Beneficios da Hidromassagem


 
 
1. Hidromassagem - O que é?
Hidromassagem é uma forma terapêutica de utilização da água, que baseia os seus benefícios na acção dinâmica e térmica que a água, sob pressão ou em movimento, exerce sobre a pele e os tecidos.
2. Efeitos Directos da Hidromassagem
Durante uma sessão de hidromassagem, a temperatura e a pressão da água incidem de forma variável sobre o corpo.
Ambas, temperatura e energia dinâmica da água, produzem efeitos determinados sobre a pele, tecidos e articulações que se podem resumir basicamente a um aumento da circulação sanguínea superficial, com maior oxigenação da pele, relaxamento muscular e diminuição do tecido adiposo subcutâneo.
Estas circunstâncias, associadas à diminuição da força da gravidade sobre os músculos, facto que facilita os movimentos e contracções de forma homogénea, vem incentivando a fisioterapia a utilizar a água como meio terapêutico de êxito para o tratamento e reabilitação de lesões musculares e articulares.
A isto acrescenta-se o importante relaxamento físico e psíquico que proporciona uma sessão de hidromassagem, devido à grande sensação de bem-estar posterior que produz.
Muitas autoridades médicas apontam o uso da hidromassagem como uma forma de medicina preventiva. Uma maneira de evitar uma série de males, aumentando sensivelmente a circulação sanguínea e activando veias e artérias
As hidromassagens oferecem um tratamento livre de drogas para a redução do stress. Trata-se notoriamente de um relaxante muscular, encorajador da socialização e ajuda no tratamento da ansiedade. Hidromassagens são ideias para exercitar técnicas de relaxamento e meditação. Restabelecem músculos cansados após fortes exigências como jogging ou ténis.
Medições de temperatura na superfície da pele humana ajudaram a ilustrar as qualidades da água quente como relaxante. A pele na temperatura de 30 graus centígrados até 31 indica stress, de 34 a 35 graus indica relaxamento profundo.
Uma imersão quente reduz a tensão, que é um factor contribuinte para a alta pressão sanguínea, doenças do coração, úlceras e outras doenças relacionadas com o stress.
Hidromassagens são benéficas para algumas pessoas que sofrem de artrite, bursite e outros problemas ósseos e musculares.
^ top
3. Porquê Possuir uma Hidromassagem?
A água possui características exclusivas e terapêuticas. O meio aquático, para além de privilegiado para a prática de exercício, possui também uma vertente terapêutica importantíssima muito divulgada pelos antigos romanos, que espalharam pelas regiões onde se instalaram o hábito de frequentar as termas e os balneários. A hidromassagem é a forma mais simples e prática de receber os benefícios da água e, tal como o nome indica, consiste numa massagem, que este caso é efectuado por meio de jactos de água. Para conseguir identificar melhor qual é a sensação que a hidromassagem proporciona, imagine-se a ser percorrida(o) por dezenas de suaves fluxos de água que massajam cada zona do seu corpo, proporcionando uma enorme sensação de leveza e bem-estar. Uma piscina ou tanque de hidroterapia deve incluir vários tipos de jactos, que localizam a sua acção nas zonas do corpo mais sujeitas a tensões ou dores musculares. Certamente, que já utilizou o chuveiro do duche para obter um efeito sedativo ou estimulante sobre determinada zona do corpo. Por exemplo, quando está cansada(o) e a água bem quente do duche incide na zona dos ombros ou pescoço elimina a tensão aí centrada, proporcionando uma sensação confortável de relaxamento. Agora, imagine este benefício em grande escala, com jactos direccionados e a temperatura correcta. Então, se a água tiver propriedades adicionais como é o caso da de umas termas ou da do mar (talassoterapia), os benefícios da hidromassagem são multiplicados. Uma banheira especial para hidromassagem possui um número variável de jactos, cuja intensidade também pode ser regulada. Por exemplo, para um tratamento completo que incida sobre todo o corpo a banheira pode ter até 180 jactos, com maior ou menor intensidade. O resultado é um banho de imersão que estimula a circulação, tonifica os tecidos e alivia as tensões e o cansaço. Com prescrição médica e seguimento técnico, uma sessão de hidromassagem pode aliviar dores reumáticas, fazendo incidir os jactos de água em zonas específicas do corpo.
^ top
4. Algas: Complementos Enriquecedores
As algas constituem um complemento fundamental e muito enriquecedor da hidromassagem. São verdadeiras fábricas químicas que concentram em si todo o poder do ambiente marinho, com oligoelementos fundamentais para o bom funcionamento do corpo. Possuem poderes adelgaçantes e anticelulíticos, remineralizantes, relaxantes e analgésicos, para além de permitirem ao corpo eliminar as toxinas acumuladas. Através das algas, o organismo, no seu conjunto, sofre um processo de purificação, para além da acção localizada pode incidir em zonas com excesso de gordura ou celulite. Uma sessão de hidromassagem com algas tem, assim, benefícios redobrados, que aliam o poder da massagem ao dos efeitos químicos naturais destes elementos marinhos.
As propriedades da água do mar podem ser aproveitadas ao máximo para transformar a hidromassagem e o mais simples exercício aquático numa benção para o corpo. Para além do cloreto de sódio, a água do mar possui potássio, cálcio, magnésio, sulfatos e carbonatos, elementos fundamentais para regeneração celular e reparação óssea. Quanto às águas termais, as suas características variam de região para região. O nosso país é rico em termalismo e permite-nos escolher o tipo de água necessária para os fins terapêuticos que pretendemos.

terça-feira, 1 de outubro de 2013

Preparador físico destaca trabalho de prevenção de lesões no Bahia


Segundo Rodrigo Poletto, trabalho em conjunto com os setores do clube é o segredo para o elenco enfrentar a maratona de jogos

01.10.2013 | Atualizado em 01.10.2013 - 17:03
Visualizações: 71
Tamanho da letra: -A | +A


Da Redação
Campeonato Brasileiro, Copa Sul-Americana, jogo quarta e domingo, treino diário. Assim tem sido a vida dos jogadores do Bahia, uma verdadeira maratona. Para evitar que os atletas sintam o desgaste e desfalquem a equipe por conta de lesões, o departamento médico e físico do Tricolor tem feito um trabalho árduo de prevenção. Segundo Rodrigo Poletto, preparador físico do Bahia, os trabalhos tem sido feito em conjunto por todos os setores do clube.


"A gente já sabia dessa maratona de jogos, já estávamos prevendo isso tudo. Claro que a gente entrou em outra competição, a Copa Sul-Americana, com viagens mais longas. Então, isso tudo a gente colocou dentro de um calendário específico e tem feito um trabalho forte de fisioterapia, fisiologia, nutrição. Esse trabalho em conjunto tem ajudado a sustentar os atletas nessa maratona toda e a gente tem tido um resultado muito positivo, até em função da prevenção de lesões. Tivemos pouquíssimas lesões, quase nenhuma. Então, com um desgaste tão grande, isso tudo é um mérito desse grupo  de trabalho, tanto dos profissionais, quando dos atletas, que estão entendendo a importância do trabalho. A gente tem mantido o nível da performance na competição, com poucas lesões e conquistando bons resultados dentro de tudo isso", explicou Poletto.
Atletas do Bahia estão divididos entre Sul-Americana e Campeonato Brasileiro Com pouco tempo para a preparação dos atletas, a equipe  tem realizados alguns treinos físicos e regenerativos logo após as partidas ou no próprio hotel em que a delegação está hospedada. Rodrigo lembra que a fórmula deu certo na passagem pelo Vasco. Na ocasião, a equipe carioca se manteve entre os quatro primeiros colocados do Campeonato Brasileiro.
"A gente sabe que o Campeonato Brasileiro é longo, então a gente procura fazer uns trabalhos onde a gente tenha uma forma regular o campeonato todo. Claro que isso muda no decorrer das partidas, de ganhar uma ou duas, influência no psicológico, mas no trabalho de campo, de manutenção, a gente tem feito um trabalho linear para que a gente consiga manter a equipe homogênea. Isso foi feito pela gente no vasco e quase não oscilamos na competição", afirmou o preparador físico.
Após encarar um longa viagem da Colômbia, os atletas tiveram apenas um dia para se preparar para encarar o Vasco e dois para encarar o Corinthians, em duelo que acontece nesta quarta-feira (02), em Mogi Mirim, São Paulo. Os jogadores já embarcaram para Campinas, de onde seguem de ônibus até o local da partida.