A Glutamina é o aminoácido mais
abundante no tecido muscular e é literalmente dilacerado nos músculos durante
períodos de estresse, como exercícios intensos e treinamento com peso. A
glutamina é considerada “incondicionalmente essencial” pois esse esgotamento
pode causar perda muscular e diminuição da função imunológica.
Atletas que participam de
esportes que necessitam de força, velocidade e resistência — como, por exemplo,
o futebol, o ciclismo e a corrida — usam glutamina para auxiliar no aumento e na
manutenção da massa muscular, especialmente durante o treinamento intenso.
Atletas que necessitam de muita
resistência, como maratonistas, também se beneficiam do consumo de glutamina
devido ao seu potencial para ajudar a reduzir a quebra do tecido muscular e o
sistema imunológico durante períodos de traumas físicos ou estresse. A
glutamina é muito benéfica em qualquer momento que o corpo é obrigado a lidar
com aumento do estresse.
Praticantes de atividades físicas
identificam, basicamente, 3 benefícios principais no consumo da glutamina:
·
Redução da quebra de tecido
muscular e estímulo do crescimento dos músculos;
·
Estímulo ao aumento de volume da
célula, o que favorece o crescimento muscular;
·
Auxílio na entrada dos aminoácidos
nas células musculares para melhorar a recuperação após os exercícios.
Pesquisas indicam que depois de
exercícios intensos os níveis de glutamina no corpo são reduzidos em até 50%. A
glutamina ajuda os atletas a reduzir a deterioração dos músculos que ocorre
quando outros tecidos que necessitam de glutamina não a encontram disponível,
tendo assim que roubar os estoques deste aminoácido das células musculares.
A glutamina pode também aumentar
os níveis do hormônio de crescimento no corpo, o que gera maior crescimento
muscular. [10,11]
Como o corpo depende de glutamina
como combustível celular para o sistema imunológico, estudos científicos
demonstraram que o consumo de glutamina pode minimizar a quebra do tecido
muscular e melhorar o metabolismo da proteína. Na Europa, é comum em hospitais
o fornecimento de glutamina para pacientes que sofreram algum estresse ou
trauma físico (por exemplo, acidentes), devido à ótima capacidade de reposição
deste aminoácido. Exercícios intensos causam um grande aumento de radicais
livres com uma simultânea queda dos antioxidantes que os combatem no corpo. A
glutamina ajuda na recuperação física.
Baixos níveis de glutamina também
são comuns em atletas em estado de overtraining.
Altos níveis de glutamina, por outro lado, têm demonstrado aumentar o fluxo de
aminoácidos para dentro das células musculares, melhorando assim a sua
recuperação.
A glutamina está envolvida em
mais processos metabólicos do que qualquer outro aminoácido. Ela pode ser
convertida em açúcar no sangue e usada como fonte de energia. Também é usada
pelas células brancas do sangue e é importante para funções imunológicas por
ser um componente da glutationa. [1-10]
A glutamina é naturalmente
produzida nos nossos músculos e pode ser também encontrada em muitos alimentos
ricos em proteína como carnes, peixes e derivados do leite. Mesmo que o Whey
Protein seja uma excelente fonte de glutamina, muitos dos suplementos de
qualidade de Whey Protein
são fortificados com glutamina, assim como muitos Substitutos
de Refeição de qualidade.
A glutamina deve ser consumida
regularmente ao longo do dia, contudo, os momentos mais importantes são depois
da atividade física e antes de dormir. Acredita-se, também, que seja melhor
consumir glutamina sem a adição de outro aminoácido, pois há indícios de que há
uma competição pela sua utilização no organismo.
Outra boa idéia, logo após a atividade física, é
tomar glutamina juntamente com carboidratos simples (ex: frutas e mel) para
aumentar os níveis de insulina e dessa forma acelerar a entrada da glutamina
nas células musculares. Isso contribui para uma recuperação mais rápida.
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