quinta-feira, 14 de março de 2013

Caminhos que o Futebol me levou...



Tudo começou relacionado ao futebol desde os estudos, escolha do curso de educação física e trabalho nas categorias de base ate a chegada  no profissional. A primeira viagem internacional foi para cursar o mestrado na Universidade de Matanzas em Cuba, foi diretamente ligada  ao futebol na busca do aprimoramento científico e profissional.

Primeira viagem a um país com características únicas, com grande aprendizado não só no campo do esporte, mas na saúde, educação, politica e cultura social. Um pais surpreendente na questão de superação das dificuldades com um povo que acredita muito mais no  ¨Ser¨ ao contrario do mundo capitalista que valoriza tão somente  o ¨Ter¨. A capital de Cuba Havana, é muito interessante por toda parte histórica da Revolução de 1959 e tem um contraste enorme com outra maravilha cubana a Praia de Varadero localizada a 140km da capital.

 Capitólio - Havana - Cuba
Mosaico  Che Guevara - havana - Cuba

Voltei ao Brasil para trabalhar durante anos em clube brasileiro onde surgiu a oportunidade de trabalhar na Rússia na cidade de Moscou. Nessa viagem a primeira parada foi em Lisboa, Portugal, onde passamos 15 dias vendo treinamentos da seleção de Portugal comandada na época por Luiz Felipe Scolari. Também aproveitei essa viagem para conhecer cidades históricas como Sintra onde possui o Palácio Nacional de Pena, um castelo histórico que representa uma das melhores expressões do Romantismo arquitetônico do século XIX no mundo, e a cidade de Cascais, sendo essa localizada a 30 minutos de Lisboa junto a orla marítima, com praias lindíssimas.
 Palacio Nacional de Pena - Cidade de Sintra - Portugual

Cascais- Portugual



Chegando em Moscou, encontramos outra cultura peculiar, uma cidade maravilhosa com a Praça Vermelha, o Kremlin (cidadela Real), a Catedral de São Basílio, o Balé Bolshoi, o circo de Moscou, muitos locais interessantes para conhecer.

Estando na Rússia e disputando o campeonato do país, tivemos a possibilidade de viajar por diversas cidades e ver as diferenças entre elas e também em relação ao clima que muda bastante do verão ao inverno, chegando a temperaturas negativas abaixo dos 20°.
Catedral de San Basilio - Moscou - Russia
Praça Vermelha - Moscou

Outro País que estive foi a Ucrânia onde realizamos um jogo amistoso na cidade de Kiev.
Kiev - Ucrania
Kiev - Ucrania
 

Depois desse período, retornei ao Brasil, para clubes brasileiros, mas o futebol me levou ainda para Argentina na cidade de Córdoba para apresentação da tese de Mestrado que formulei em Cuba.

Mais um tempo e logo, nova oportunidade, desta vez a Seleção do Panamá. Nova viagem para a Cidade do Panamá, capital do Panamá, país da América central com o muito conhecido Canal do Panamá que liga o oceano atlântico ao oceano pacífico.
Cidade do Panama - Panama
Com a Seleção do Panamá viajamos para a Jamaica na cidade capital de Kingston, conheci essa cidade interessante onde possui a mao-inglesa (circulação na ruas pela esquerda e volante do lado direito dos carros) e também conhecida como berço do reggae onde pude fazer a visitação do  Museu do Bob Marley.
Museu Bob Marley - Kingston- Jamaica

Viajamos também para os Estados Unidos da América nas cidades de Boston em Massachusetts, Tampa e Miami na Florida, Houston no Texas e  New Jersey.

Em Miami, Florida tivemos um Jogo Amistoso no famoso Estádio Orange Bowl inaugurado em 1937.
 Tampa - Florida EUA
Boston - Massachusetts EUA

Também com a Seleção pude conhecer várias cidades da América Central como: San Jose na Costa Rica conhecida pela exuberante beleza natural e o slogan  ¨pura vida¨ que seus nativos usam como cumprimentos de boas vindas , San Salvador em El Salvador onde se encontra o Estádio Cuscatlán com capacidade para 44mil pessoas sendo o maior da América Central e Caribe, Cidade da Guatemala e Mazatenango na Guatemala, Tegucigalpa em Honduras, Manágua na Nicarágua com suas moto-taxis antigas como meio de transporte.

Pude conhecer a cidade de Puebla no México, a quarta cidade com maior população neste país localizadas num grande vale cercado de vulcões por todos os lados.
Puebla - Mexico

Ainda com a seleção estive em uma temporada de preparação por cerca de 15 dias na cidade de Buenos Aires na Argentina com sua Casa Rosada (atual sede do Poder executivo do País), obelisco (emblema da cidade de Buenos Aires), o Caminito no bairro pitoresco de La Boca e o Estádio La Bombonera onde assisti uma partida do Boca Juniors.
 o Caminito
 Casa Rosada
 La Bombonera
La Bombonera com Alexandre Guimaraes e comissao tecnica

Mais amistosos, agora na Cidade de Puerto la Cruz na Venezuela e no Chile nas cidades de Santiago (capital), vinã del mar e Valparaíso com seus vinhedos produzindo vinhos ótimos apreciados em todo mundo.
Valparaiso - Chile
Puerto La Cruz - Venezuela
Puerto La Cruz - Venezuela

Depois de dois anos vivendo no Panamá, retornei ao Brasil para equipes brasileiras e disputando Copa Sul-Americana e Libertadores da América ainda pude conhecer outros países.

Cidade de Cochabamba na Bolívia com altitude de 2560 metros de altitude, sendo a terceira mais populosa da Bolívia.

Outra cidade que conheci foi a capital Lima no Peru, uma cidade com ótimas opções para fazer negócios na América Latina principalmente no comércio.
Lima - Peru

Também estive no nosso País vizinho Paraguai, na cidade de Assunção , sendo esse um país com fronteira com o Brasil, muito conhecido pelo contrabando de produtos eletrônicos.

Estive na cidade de Montevidéu, no Uruguai e também pude conhecer esse país com a ligação terrestre pela fronteira com o rio grande sul do Brasil e desfrutar da parrillada o churrasco feito na grelha pelos uruguaios.
Montevidéu - Uruguai

Estes foram alguns países que pude conhecer ate agora, espero que o futebol continue me levando para outros lugares interessantes que possam sempre contribuir com meu aprendizado cultural, social e esportivo.

Qual será o próximo destino???....

terça-feira, 5 de março de 2013

Atividade sexual na véspera ou horas antes de competir não reduz energia

 

Fisiologista Turibio Barros diz que um aquecimento representa um impacto maior ao corpo do que o sexo, mas faz ressalvas aos exageros dos atletas

Por São Paulo
 
 
Existe um certo paradigma a respeito da influência da atividade sexual no desempenho físico. É muito comum alguns profissionais que atuam na área de esportes considerarem a atividade sexual prejudicial ao desempenho físico quando realizada, por exemplo, na véspera ou algumas horas antes de uma atividade competitiva.
Homem e mulher correndo Eu Atleta (Foto: Getty Images)Casal corre unido: atividade sexual antes de uma corrida não reduz a energia (Foto: Agência Getty Images)
Apesar de todo folclore a respeito, existem informações científicas que permitem fazer um julgamento mais crítico do assunto. A atividade sexual não deixa de ser uma situação de exigência física, entretanto representa uma solicitação em termos de gasto de energia que absolutamente não compromete qualquer desempenho físico subsequente.
O problema que muitas vezes preocupa os responsáveis por equipes e atletas de alto rendimento, a ponto de até se “confinar” os atletas em concentrações antes das competições, são os exageros que poderiam ser cometidos. Estes exageros estariam associados com o consumo de bebida alcoólica e privação de sono, eventualmente associados ao programa no qual a atividade sexual também faria parte.
Se a questão for julgar somente o que a atividade sexual pode representar, o eventual “desgaste” seria quase desprezível. Algumas publicações científicas relatam estudos em que o gasto calórico da atividade sexual foi mensurado. A demanda de energia em um ato sexual é quantificada em cerca de 10 calorias por minuto.
Se compararmos o que este gasto calórico representa, com a demanda de energia em uma atividade esportiva, podemos de fato concluir que mesmo realizada algumas horas antes, a atividade sexual, absolutamente, não vai “onerar” em nada o desempenho.
Podemos até considerar que em termos de gasto de energia o sexo tem um impacto inferior ao que um aquecimento representaria. Portanto, se a questão for considerar se existe restrição ao sexo antes das competições, certamente não existe motivo para grandes preocupações, ressalvadas as situações de “imprudências” associadas.
* As informações e opiniões emitidas neste texto são de inteira responsabilidade do autor, não correspondendo, necessariamente, ao ponto de vista do Globoesporte.com / Euatleta.com.
Turibio Barros (Foto: Editoria de Arte / EUATLETA.COM)

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Glutamina



A Glutamina é o aminoácido mais abundante no tecido muscular e é literalmente dilacerado nos músculos durante períodos de estresse, como exercícios intensos e treinamento com peso. A glutamina é considerada “incondicionalmente essencial” pois esse esgotamento pode causar perda muscular e diminuição da função imunológica.

Atletas que participam de esportes que necessitam de força, velocidade e resistência — como, por exemplo, o futebol, o ciclismo e a corrida — usam glutamina para auxiliar no aumento e na manutenção da massa muscular, especialmente durante o treinamento intenso.

Atletas que necessitam de muita resistência, como maratonistas, também se beneficiam do consumo de glutamina devido ao seu potencial para ajudar a reduzir a quebra do tecido muscular e o sistema imunológico durante períodos de traumas físicos ou estresse. A glutamina é muito benéfica em qualquer momento que o corpo é obrigado a lidar com aumento do estresse.

Praticantes de atividades físicas identificam, basicamente, 3 benefícios principais no consumo da glutamina:

· Redução da quebra de tecido muscular e estímulo do crescimento dos músculos;

· Estímulo ao aumento de volume da célula, o que favorece o crescimento muscular;

· Auxílio na entrada dos aminoácidos nas células musculares para melhorar a recuperação após os exercícios.

Pesquisas indicam que depois de exercícios intensos os níveis de glutamina no corpo são reduzidos em até 50%. A glutamina ajuda os atletas a reduzir a deterioração dos músculos que ocorre quando outros tecidos que necessitam de glutamina não a encontram disponível, tendo assim que roubar os estoques deste aminoácido das células musculares.

A glutamina pode também aumentar os níveis do hormônio de crescimento no corpo, o que gera maior crescimento muscular. [10,11]

Como o corpo depende de glutamina como combustível celular para o sistema imunológico, estudos científicos demonstraram que o consumo de glutamina pode minimizar a quebra do tecido muscular e melhorar o metabolismo da proteína. Na Europa, é comum em hospitais o fornecimento de glutamina para pacientes que sofreram algum estresse ou trauma físico (por exemplo, acidentes), devido à ótima capacidade de reposição deste aminoácido. Exercícios intensos causam um grande aumento de radicais livres com uma simultânea queda dos antioxidantes que os combatem no corpo. A glutamina ajuda na recuperação física.

Baixos níveis de glutamina também são comuns em atletas em estado de overtraining. Altos níveis de glutamina, por outro lado, têm demonstrado aumentar o fluxo de aminoácidos para dentro das células musculares, melhorando assim a sua recuperação.

A glutamina está envolvida em mais processos metabólicos do que qualquer outro aminoácido. Ela pode ser convertida em açúcar no sangue e usada como fonte de energia. Também é usada pelas células brancas do sangue e é importante para funções imunológicas por ser um componente da glutationa. [1-10]

A glutamina é naturalmente produzida nos nossos músculos e pode ser também encontrada em muitos alimentos ricos em proteína como carnes, peixes e derivados do leite. Mesmo que o Whey Protein seja uma excelente fonte de glutamina, muitos dos suplementos de qualidade de Whey Protein são fortificados com glutamina, assim como muitos Substitutos de Refeição de qualidade.

A glutamina deve ser consumida regularmente ao longo do dia, contudo, os momentos mais importantes são depois da atividade física e antes de dormir. Acredita-se, também, que seja melhor consumir glutamina sem a adição de outro aminoácido, pois há indícios de que há uma competição pela sua utilização no organismo.

Outra boa idéia, logo após a atividade física, é tomar glutamina juntamente com carboidratos simples (ex: frutas e mel) para aumentar os níveis de insulina e dessa forma acelerar a entrada da glutamina nas células musculares. Isso contribui para uma recuperação mais rápida.

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

10 dicas eficientes de construção muscular

 
Construir músculos e aumentar o percentual de massa magra é um desafio para muitas pessoas. A única forma de manter a massa muscular em um processo de emagrecimento é alimentar os músculos apropriadamente e, simultaneamente, queimar a gordura com exercícios aeróbicos.

A grande questão é que em um programa de emagrecimento, a maior parte das pessoas reduz a ingestão calórica a níveis tão baixos que o organismo busca energia nos músculos. A perda de peso ocorre, assim como o percentual de massa magra. Para evitar que isto aconteça, é importante saber estimular a construção muscular para ter um corpo forte e definido.

Conheça 10 dicas para o ganho de massa muscular:

1. Evitar dietas restritivas:

Um dos erros mais comuns em dieta para o ganho de massa muscular é consumir quantidades adequadas de proteínas, mas não ingerir calorias suficientes para suprir o corpo de energia. É verdade que seu corpo necessita de proteínas para crescer, mas se esta medida for acompanhada de uma dieta muito restritiva em calorias, de nada vai adiantar.

2. Consumir carboidratos:

Os carboidratos são a principal fonte de energia para o corpo. Se o corpo não tem reserva em carboidratos, ele terá que obter nas proteínas a energia de que necessita para treinar. Além disso, os carboidratos têm um papel importante na liberação de insulina, que é um hormônio anabólico, atuando inclusive na construção das proteínas. Porém, é importante lembrar que os carboidratos devem ser ingeridos nas quantidades adequadas, pois em excesso eles provocam acúmulo de gordura.

3. Consumir proteínas:

Proteínas são o principal nutriente responsáveis pela construção muscular. O ideal para praticantes de atividades físicas é consumir de 0,8 g a 1,5 g de proteínas para cada quilo corporal. Por exemplo, uma pessoa que pesa 70 kg, deve consumir de 56-105g de proteína/dia. O ideal é dividir esta quantidade em pequenas porções ao longo do dia para melhor absorção e assimilação. Boas fontes de proteínas são carnes magras, frango, peixe, whey protein e clara de ovo.

4. Fracionar as refeições:

O ideal é fazer 6 refeições por dia. Embora exija bastante disciplina, comer porções menores e mais vezes ao dia compensa no final. Uma razão é a liberação frequente de insulina. Quando você come, o nível de glicose no sangue aumenta e a resposta do organismo para isso é a liberação deste hormônio, um potente anabólico.

5. Ingerir "gorduras do bem":

Há uma importante ligação entre a gordura e os níveis de testosterona, um dos principais hormônios ligado ao ganho de massa muscular e à diminuição da gordura corporal. Boas fontes de gorduras benéficas são: salmão, que é rico em ômega 3, azeite, óleo de linhaça e CL.

6. Fazer uma boa refeição pré-treino:

Na refeição pré-treino é importante ingerir carboidratos de digestão lenta - arroz, macarrão e grãos integrais, feijões, batata-doce. Como a conversão destes carboidratos em glicose demora mais tempo, o nível de açúcar no seu sangue se manterá constante durante todo o treino e você terá energia para treinar por mais tempo e mais intensidade. Incrementando esta refeição com uma fonte magra de proteína, seus ganhos são maximizados.

7. Fazer uma refeição pós-treino de qualidade:

A refeição pós-treino deve ser rica em carboidratos de fácil digestão - abacaxi, banana, manga, melancia, papaia, pão branco, mel, aveia, geléias, dextrose - e em proteínas completas, como peito de frango e whey protein. Durante o treino o corpo entra em estado de catabolismo (quebra). As fibras musculares são destruídas para que elas sejam construídas maiores e mais fortes. Com uma alimentação inapropriada, o organismo não poderá fazer esta reconstrução com eficiência.

8. Beba bastante água:

Mais de 70% do corpo é composto por água. Se a pessoa estiver desidratada, os músculos não crescem. Após treinos longos e intensos, é necessário repor não só água, mas também os sais minerais e os carboidratos perdidos. Para isso, os sports drinks são excelentes opções.

9. Usar suplementos:

Suplementos funcionam, contanto que você treine. Para quem está começando a treinar agora é recomendado ingerir proteínas, glutamina, carboidratos e multivitamínicos. Outra boa indicação são os packs. Eles contêm combinações específicas de macro e micronutrientes.

10. Descansar bem:

Descanso é essencial para a construção muscular. A pessoa que não descansa não obtém construção muscular satisfatória. Esse descanso engloba as 48h entre uma série e outra, as pausas entre os grupos de repetições (de 60 a 90 segundos) e as horas de sono.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Como eliminar gordura e manter seus músculos?



                        



O maior desejo de todas as pessoas que praticam exercícios é eliminar gordura e aumentar massa muscular magra, pois só assim para o corpo ficar forte, definido e com músculos aparentes.
Porém, esse é o objetivo mais difícil de alcançar, afinal, exige muita disciplina, treinos intensos, descanso e alimentação regrada. Todos esses fatores necessitam de uma orientação profissional, afinal, pessoas que tentam fazer treinos e dietas por si só, raramente alcançam bons resultados, entrando em métodos malucos, incorretos ou da moda, porém, desanimam ao perceber que o resultado demora para vir, não vem ou pior: vem ao contrário!
Então, trago aqui para os leitores as dicas mais eficazes de como ter bons e rápidos resultados na hora de emagrecer, porém não perder a massa muscular conquistada e, até melhor: aumenta-la. Tome nota:
1- Vá com calma nos aeróbios
Um dos fatores que pode causar uma perda de massa magra, quando não bem planejado, é o excesso de exercícios aeróbios. Normalmente, quem quer secar, acaba extrapolando os treinos na esteira, bike ou piscina, então, tome cuidado. Você pode manter sua rotina de treino aeróbio de acordo com a prescrição do educador físico, porém, limite-se àquilo, pois gasto calórico excessivo, facilita a perda de músculos
2- Capriche nos treinos de musculação (ou com pesos)
Os treinos de contra-resistência (com cargas) são os mais eficientes para quem deseja aumentar os músculos, então, seja frequente neles. Não tenha preguiça, vá de 3-4x/semana no mínimo e sempre aumente suas cargas. Se você mantém a mesma carga por meses, seus músculos ficarão iguais por meses, então, se quer mais músculos, coloque mais carga (claro, sempre aumentando aos poucos para não ganhar lesões)
3- Coma logo após os treinos
O hábito de treinar e não comer nada em até 1 hora é um perigo para quem deseja melhores resultados. Após o treino o organismo está debilitado e necessita de uma reposição rápida de vários nutrientes, então, se você o deixa sem alimentos, ele poderá buscar reservas do corpo (o alvo pode ser a proteína dos seus músculos). Então, logo após treinar, realize uma suplementação adequada ou uma refeição completa
4- Aumente o consumo de proteínas magras
As proteínas são nutrientes essenciais para o ganho e manutenção da massa magra, então, capriche no consumo delas, desde que sejam na versão magra. Exemplos: peito de frango, peito de peru, atum, queijo branco, leite ou iogurte desnatado, whey protein, caseína, peixes, ovos, etc.
5- Consuma carboidratos de baixo índice glicêmico
Por demorarem mais para virar glicose sanguínea, carboidratos de baixo índice glicêmico são excelentes para repor sua energia, glicogênio e não causar picos de insulina no sangue (evitando assim acúmulo de gordura). Então consuma mais cereais integrais e frutas com casca
6- Não fique muito tempo sem comer
Passar mais do que 3 ou 4 horas sem comer, pode aumentar o acúmulo de gorduras no corpo e também deixar seu metabolismo mais lento, então, corte esse hábito fazendo de 5-6 refeições ao longo do dia. Nunca saia sem tomar um bom café da manhã e nunca durma sem ter feito uma refeição leve rica em proteínas e gorduras boas.
7- Utilize suplementos anticatabólicos
Por último, lance mão de suplementos que ajudam na hora de “segurar” seus músculos. São eles: BCAA, leucina, glutamina, HMB, hipercalóricos e whey protein. Utilize-os somente após orientação de um nutricionista esportivo.



20/2/2013- Por Giovana Guido

Ovo: amigo ou inimigo?

          



Durante décadas o ovo foi considerado vilão devido à quantidade de colesterol existente na gema. No entanto, os estudos recentes mostram que isso já foi desmentido e este alimento pode ser consumido diariamente sem afetar a saúde, além disso, ele possui diversas qualidades nutricionais. A ingestão de claras de ovo ou do suplemento albumina, sempre foi muito popular, principalmente pelos atletas de musculação, porém, a gema pode estar inclusa na dieta também!
Ovos possuem nutrientes como: ácidos graxos essenciais, carotenóides antioxidantes (luteína e zeaxantina), proteína de alta qualidade e colina. Então, o ovo deve ser incluído na dieta, pois além de ser nutritivo e saudável, tem baixo custo.
Analisando sua composição gordurosa, conclui-se que a gema tem 3,8g de gordura monoinsaturada (gordura boa), 1,36g de gordura poli-insaturada (gordura boa) e 3g de gordura saturada (gordura ruim). Apesar de ter um pouco de gordura ruim, essa quantidade não é muito significativa e além de tudo, a colina, presente na gema atua na redução da absorção do colesterol.
Dessa forma, fica claro que as pessoas podem incluir ovos em suas dietas (clara + gema) tendo benefícios em seu consumo diário. Algumas dicas:
- O consumo de ovos no café da manhã provoca maior saciedade reduzindo o consumo de alimentos calóricos nas outras refeições do dia. Os ovos também entram como opção mais saudável do que embutidos, queijos amarelos e margarina/manteiga
- Consumir ovos com alimentos integrais e vegetais como: frutas, legumes e verduras, favorecem a perda de peso, além de proporcionar uma dieta equilibrada
- O consumo diário de ovos também ajuda a fornecer proteínas de alta qualidade para praticantes de atividades físicas que desejam o ganho de massa muscular (um ovo tem cerca de 7g de proteína)
- A substância colina presente na gema, é muito importante para manter a saúde das funções cerebrais. Ela é componente chave para a formação de “transmissões” de mensagens e sinais do cérebro para nervos e músculos
- A ingestão frequente de ovos também mantém a saúde de visão: os antioxidantes luteína e zeaxantina ajudam na prevenção da degeneração macular, que é a causa principal de envelhecimento dos olhos e outros problemas de visão com o passar dos anos
- Os ovos podem ser consumidos cozidos, na forma de omelete, ovo mexido, patês, etc. Evite frituras e preparações gordurosas e com muito açúcar que os inclua
- Uma excelente opção para quem quer evitar carboidratos antes de dormir é comer ovos cozidos com uma fatia de queijo ou um copo de iogurte ou fatias de peito de peru
- Para vegetarianos: inclua ovos em sua dieta diariamente no lugar das carnes, eles são os substitutos perfeitos das proteínas alimentares.

Após esse artigo, tenho certeza que suas dúvidas em relação a este alimento acabaram! Consuma ovos diariamente: tenha saúde e qualidade de vida!

domingo, 17 de fevereiro de 2013

Pedômetro


 

Pedômetro: já ouviu falar? Saiba qual é a utilidade desse equipamento

O aparelho serve para contabilizar os passos dos corredores durante os
treinos ou provas. Apesar de não ser 100% preciso, ajuda na performance

Por Rio de Janeiro
 
euatleta - header equipamento  (Foto: Editoria de Arte / GLOBOESPORTE.COM)
Muitos já ouviram falar no pedômetro, mas sequer fazem ideia da utilidade dele. O aparelho não possui grandes recursos, porém é de grande ajuda para quem se preocupa com performance. O pedômetro conta os passos que o corredor realiza no treino ou na prova, e alguns até controlam a velocidade, o ritmo da pessoa e a queima de calorias. Só tome cuidado para não confundir com o sensor de passada. Se você der um passo de meio metro, o sensor vai contar essa distância, já o pedômetro não dá a precisão, pode dar uma passada de um metro ou de 20cm que ele não vai medir, apenar contabilizar. O pedômetro pode ser encontrado em lojas de produtos esportivos. Os preços variam de R$ 39,90 a R$ 299,00.
Pedômetro Mormaii Body Fat conta de passos, distância percorrida e queima de calorias (Foto: Globoesporte.com)Pedômetro conta passos, distância percorrida e queima de calorias (Foto: Globoesporte.com)euatleta - header como usar (Foto: Editoria de Arte / GLOBOESPORTE.COM)
O aparelho é para ser acoplado ao tênis e funciona a cada movimentação da pessoa. Tem um sensor que, toda vez que o indivíduo balança, conta como um passo. O problema é que ele não mede a distância precisa. Quando você entra numa subida, obviamente a passada é menor, mas o pedômetro conta como se fosse da mesma largura de uma reta. Para uma corrida inclinada, que muda a direção e o declínio, ele vai fazer uma certa diferença. Não será tão preciso quanto um sensor de passada que mede os centímetros do passo.
Pedômetro Adidas miCoach Speed Cell - 01 (Foto: Divulgação / Adidas)Pedômetro é acoplado ao tênis e conta a passada a cada movimento (Foto: Divulgação / Adidas)euatleta - header dica de exercício (Foto: Editoria de Arte / GLOBOESPORTE.COM)
"Digamos que quem visa a performance é fundamental. Para quem quer controlar o seu tempo e levar o treino mais a serio, é importante. O que eu recomendo mesmo é o sensor de passada porque o pedômetro conta a passada larga ou curta como um passo, enquanto o sensor mede esse passo". Christiano Marques é especialista em treinamento desportivo e preparador físico da Markes Personal.euatleta - header opinião  (Foto: Editoria de Arte / GLOBOESPORTE.COM)
" Eu já usei o pedômetro, mas para correr não indico. Seria uma opção boa apenas para controlar os passos na caminhada. Prefiro os GPS de smartphone, assim você baixa um aplicativo que é perfeito para controlar sua velocidade, tempo, batimento cardíaco e o mapa do seu percurso". Acácio de Marco (Rio de Janeiro, RJ)
"Já usei um que funcionava direitinho, mas tinha que calibrar constantemente. Ele dá diferença em relação ao GPS, mas saber qual dos dois exatamente é o que marca a distância correta é que é a questão. Como já usei os dois, confio mais no GPS". João Paulo Zortea (Salvador, BA)

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Síndrome de Overtraining

 

A prática regular de exercícios físicos acarreta modificações fisiológicas benéficas ao organismo. Essas mudanças dependem do tipo de exercício e entre elas estão o aumento da força muscular, melhora no sistema cardiorrespiratório, diminuição da freqüência cardíaca de repouso, melhora na circulação, entre outras. Quando essa pratica não é bem orientada, havendo esse excesso de treinamento e um período de recuperação inadequado o atleta é acometido de síndrome de overtraining.
Overtraining é o termo usado para designar um excesso de treinamento. Ocorre quando a pessoa treinade forma inadequada, não respeitando os intervalos ou tempo de recuperação. (Souza, 2007)
Segundo Teixeira e Guedes Jr (2010), o overtraining não está relacionado somente com o excesso de treinamento, mas com sua associação a períodos de descanso insuficientes ou inadequados, com a alimentação exercendo influencia na total recuperação, bem como no rendimento, sendo fundamental no processo.
Os indivíduos com OVT podem apresentar alterações fisiológicas, psicológicas, imunológicas, hormonais e bioquímicas, tais como:

Sintomas do Overtraining:

>> Perda de apetite;
>> Perda de peso;
>> Cansaço;
>> Irritabilidade;
>> Ansiedade;
>> Depressão;
>> Agressividade;
>> Pequenas lesões;
>> Resfriados constantes;
>> Dores de cabeça;
>> Perda no rendimento;
>> Impedimento do crescimento muscular;
>> Dores musculares;
>> Perda do estímulo competitivo e da determinação;
>> Mudanças do padrão do sono, incluindo dificuldades para dormir, sono intermitente, pesadelos, sono não restaurador e insônia;
>> Irritabilidade e nervosismo;
>> Aumento dos níveis do hormônio cortisol, redução da testosterona, entre outras disfunções hormonais;
Está síndrome é observada mais em atletas, porém hoje em dia, a busca por resultados rápidos e objetivos estéticos, às vezes impossíveis, faz com que esportistas ou praticantes de academia exagerem nos exercícios, tornando-se vítimas da síndrome. (Portal da Saúde, 2009) Muitas pessoas passam várias horas por dia e vários dias da semana realizando exercícios de alta intensidade. Outras, ainda, associam este padrão de atividade física com dietas hipocalóricas e suplementos alimentares. É possível que tais pessoas estejam realizando exercícios em excesso, ultrapassando os próprios limites e prejudicando a saúde. (Ackel, 2003)
Este exagero poderia ser evitado com um bom planejamento em relação a volume, intensidade e pausas de recuperação dos treinos (Souza, 2007). A atenção deve estar voltada sempre para a prevenção, pois, uma vez instalada essa condição, sua completa recuperação pode demandar semanas ou até meses (Teixeira e Guedes, 2009), o tratamento é feito por meio da interrupção do treinamento.

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Tomate previne Acidente Vascular Cerebral

 

Substância avermelhada encontrada no vegetal ajuda combater a doença

 
 
Pesquisadores da Finlândia fizeram uma importante descoberta sobre os efeitos do tomate na prevenção do AVC (Acidente Vascular Cerebral). O licopeno, substância avermelhada encontrada no vegetal e também no pimentão vermelho e na melancia ajuda a diminuir a incidência da doença.

A pesquisa reuniu 1.031 homens que tiveram seus níveis de licopeno no sangue avaliados durante 12 anos. De acordo com os testes, os participantes que apresentaram mais licopeno na corrente sanguínea, correram menor risco de sofrer um acidente vascular cerebral. O risco foi reduzido em 55%.

Os resultados apoiam a recomendação para que as pessoas consumam cinco ou mais porções de frutas e vegetais por dia para reduzir o risco de AVC. O tomate também ajuda a diminuir o câncer de próstata, de pâncreas e cervical. Isso porque o licopeno é um poderoso antioxidante que também combate os radicais livres e ajuda a prevenir o envelhecimento.

Por Yasmin Barcellos

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Tendinite do tendão tibial posterior causa dores na parte interna do pé

 

Lesão gera incômodo, que pode irradiar ao longo da linha do tendão. Fazer alongamento dos músculos da panturrilha é a principal forma de prevenção

Por Rio de Janeiro
 
 
 
Mulher com dor no tornozelo (Foto: Getty Images)Dor na parte interna do pé: lesão comum (Foto: Getty)
Você está treinando muito e sentindo um incômodo na parte traseira da perna, perto do pé? Pode ser tendinite do tendão tibial posterior. A lesão ou degeneração causa dor na parte interna do pé, que pode irradiar ao longo da linha do tendão. Essa lesão é mais comum do que se imagina e é frequente em pessoas com mais de 40 anos, principalmente mulheres.
A tendinite do tendão tibial posterior é uma lesão causada pelo esforço (overtraining e overuse) e degeneração do tendão por conta de uma inflamação aguda. Se não for tratada em seus primeiros sintomas de dor, pode ocorrer uma avulsão parcial (onde o tendão se afasta do osso) do anexo ao osso navicular (um dos ossos do tarso). O músculo tibial posterior passa pela parte de trás da perna e sob o maléolo medial (proeminência óssea do lado de dentro do tornozelo). Ele é usado para flexão plantar (como em subir em seus dedos) e inverter o pé (dos pés para dentro).
01
Causas
* Alongamento prolongado do pé e tornozelo em eversão (pé para fora);
* Desgaste do tendão;
* Excesso de esforço;
* Pés em pronação excessiva.
01
Como evitar
- Alongar, principalmente, os músculos posteriores (panturrilha);
- Usar tênis firme e estável;
- Usar palmilha para melhorar a biomecânica do pé.
01
Tratamento
- Aplicar terapia fria para reduzir a dor (Crioterapia - gelo);
- Alongar os músculos na parte de trás da perna (panturrilha);
- Consultar um profissional especialista em esportes, principalmente seu professor;
- Aplicar eletroterapia como ultrassom para ajudar com a dor;
- Aplicar técnicas de massagem desportiva no tendão e músculo;
- Aconselhar sobre exercício tibial posterior para fortalecer o músculo e tendão;
- Prescrever palmilha, se necessário, para corrigir a biomecânica do pé;
- Se o tendão é rompido, então ele deve ser reparado cirurgicamente
Disfunção do tendão tibial posterior - info euatleta (Foto: Editoria de Arte / EUATLETA.COM)

domingo, 20 de janeiro de 2013

Sem exageros, bebidas alcoólicas oferecem nutrientes e ajudam a prevenir doenças

 

Chopp: assim como o vinho, pode trazer vantagens ao corpo, se consumido com moderação
Chopp: assim como o vinho, pode trazer vantagens ao corpo, se consumido com moderação Foto: Divulgação

Camilla Muniz
 
Pergunta valendo um milhão: bebida alcoólica faz bem à saúde? Ficou na dúvida? A resposta certa é: depende. Ao contrário do que se supõe, bebidas que contêm álcool na composição, sobretudo cerveja e vinho, são ricas em nutrientes que podem ajudar a prevenir doenças. Mas, como numa poção mágica, o segredo está na quantidade. Se um copinho contribui com o organismo, tomar um porre é praticamente se envenenar.
Tanto a cerveja quanto o vinho são fontes de polifenois, compostos antioxidantes que combatem radicais livres. A cerveja também contém vitamina B9, conhecida como ácido fólico.
— Os níveis de folatos encontrados em 100ml de cerveja recém-fabricada foram equivalentes a cerca de 10% do recomendado para adultos, podendo ser um alimento auxiliar à ingestão diária ideal do nutriente, se consumida com moderação — explica a engenheira de alimentos Ana Cecília Poloni Rybka, da Embrapa, que analisou diversos tipos da bebida durante doutorado na Unicamp. — A cerveja sem álcool apresentou teor de folatos similar, podendo ser ingerida por gestantes para prevenir defeitos de formação no feto, como anencefalia, defeitos no tubo neural, espinha bífida e lábio leporino.
Entre os vinhos, o tinto é o mais benéfico à saúde devido à presença de antocianina, pigmento antioxidante que dá cor às uvas vermelhas.
— Mundialmente, o recomendado é a ingestão de uma taça de vinho em cada refeição — ressalta a enóloga Aline Telles Camarão Biasoto, também da Embrapa.
Um golinho para as células do fígado
Provando que tudo tem um lado bom e um ruim, até mesmo para o fígado, quem diria, uma modesta dose de álcool é benéfica. Estudos realizados pela hepatologista Helma Cotrim, da Universidade Federal da Bahia, evidenciaram que um pouquinho de bebida alcoólica diminui a resistência à insulina e, consequentemente, ajuda a evitar uma alteração nos hepatócitos chamada de esteatose (acúmulo de gordura).
— A gordura acumulada provoca uma inflamação nas células e, depois, a morte delas. Se não tratada, a esteatose pode até evoluir para uma cirrose não alcoólica — diz Helma Cotrim.
Para obter esse efeito, o ideal seria beber um copo de cerveja por semana ou um cálice pequeno de vinho por dia, sugere a médica.
Controle da pressão
Na Universidade Federal do Vale de São Francisco, um trabalho recente com ratos hipertensos e vinho sem álcool comprovou o poder dos polifenois para regular a pressão sanguínea. Segundo a farmacêutica e pesquisadora Melissa Negro Dellacqua, os resultados indicam que o benefício deve ser o mesmo em humanos. A boa notícia é que a versão alcoólica da bebida também está cheia desses compostos, como resveratrol, taninos, quercetina, catequina e epicatequina, presentes na casca da uva.

 


terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Aminoácidos essenciais

Nutrição - Ponto de Vista
A "regra de ouro" é V-A-R-I-E-D-A-D-E!!

As proteínas são macronutrientes fundamentais para o crescimento, regeneração e renovação de tecidos (ossos, músculos, pele, cabelos, unhas), produção de hormônios, enzimas e integridade do Sistema Imunológico.

São encontradas, principalmente, em alimentos de origem animal (leite, clara de ovo, carnes em geral), frutos oleaginosos (amendôas, amendoim, castanhas, nozes), grãos (feijões, soja, ervilhas, lentilhas e grão de bico) e sementes (gergelim, girassol, linhaça).

É um macronutriente constituído por cadeias de aminoácidos que tornam-se disponíveis após as proteínas passarem pelo processo de digestão.

Para nosso corpo formar suas próprias proteínas são necessários 22 tipos de aminoácidos, sendo 10 essenciais (necessitam vir da alimentação) e 12 não essenciais (nosso organismo produz).

Em 1991, o método que mede a qualidade das proteínas - PDCAAS (Protein Digestibility-Corrected Amino Acid Score) - foi recomendado pela FAO/WHO (Food Agriculture Organization/World Health Organization) e adotado pela FDA (Food and Drug Administration) na avaliação de todos os alimentos destinados a adultos e crianças acima de 1 ano de idade.


De acordo com este método, que classifica a qualidade das proteínas em uma escala de 0 a 1, a Proteína da Soja possui um valor mínimo de 0,8, próximo ao valor da Carne Bovina, de 0,92, e da Caseína do Ovo (proteína completa), de 1.

Conforme posicionamento da American Dietetic Association (1997), fontes variadas e complementares de aminoácidos, ao longo do dia, garantem perfeitamente o atendimento das necessidades protéicas de indivíduos saudáveis.

Indivíduos adultos saudáveis e sedentários necessitam de 0,8 a 1,2 g de proteínas/Kg de peso corporal/dia.
Aviso aos Esportistas e "puxadores de ferro" de plantão ;-))

Para praticantes de exercícios de força (musculação) sugere-se um consumo de 1,2 a 1,7 g de proteínas /Kg de peso corporal/dia.

Esportistas novatos (com hipertrofia intensa) apresentam necessidades protéicas maiores (em torno de 1,7g/Kg de peso corporal/dia).

Em contrapartida, quanto mais treinado for o esportista menor será sua necessidade protéica, uma vez que menos intensa é a hipertrofia.

Na prática significa que tanto indivíduos saudáveis e sedentários, como esportistas novatos e aqueles que estão em treinamento avançado atingem suas necessidades protéicas através de uma alimentação equilibrada que atenda, principalmente, as necessidades energéticas totais diárias e que forneça de 12 a 15% desse valor em proteínas, não havendo a necessidade do uso de suplementação.

As sedutoras e caras proteínas de laboratório NÃO SÃO mais eficazes do que a orientação e o trabalho de um nutricionista.

É importante lembrar que treinadores prescrevem exercícios e nutricionistas prescrevem dietas. O trabalho de um complementa e agrega valor ao trabalho do outro.

Segundo o Prof. Dr. Tales de Carvalho, Presidente da Sociedade de Medicina do Esporte e Editor da Diretriz sobre Modificações Dietéticas, Reposição Hídrica, Suplementos Alimentares e Drogas. Comprovação de Ação Ergogênica e Potenciais Riscos para a Saúde:

"Com finalidade ergogênica e estética, no Brasil, tem sido observado um uso abusivo de suplementos alimentares e drogas. Trata-se de atitude que tem crescido em ambientes de prática de exercícios físicos, tendendo mesmo à generalização em algumas academias de ginástica e associações esportivas.Trata-se muitas vezes de um comércio ilegal, sem controle dos setores da vigilância sanitária, funcionando no próprio ambiente de prática de exercícios e contando com a participação, direta ou indireta, de profissionais responsáveis pelas sessões de exercícios físicos. A regra, nestas circunstâncias, é a inexistência de prescrição médica e/ou orientação de nutricionista com formação em ciência do esporte, que são os profissionais qualificados para atuarem neste contexto. Algo que deveria ser cogitado somente excepcionalmente tem sido utilizado por indivíduos para os quais não há nenhuma indicação de uso. Esta prática, mesmo quando conta com a atuação de profissionais da medicina e da nutrição, muitas vezes é adotada sem uma base sólida de conhecimentos, portanto, de forma empírica. Existe, em geral, falta de comprovação científica que justifique a ação proposta. A situação em parte, decorre da falta do conhecimento de que uma alimentação balanceada e de qualidade, a não ser em situações especiais, atende às necessidades nutricionais de um praticante de exercícios físicos, inclusive de atletas de nível competitivo, o que dispensaria o uso de suplementos alimentares."

"As informações fornecidas não são individualizadas. Portanto, o nutricionista deve ser consultado antes de se iniciar um tratamento e/ou acompanhamento nutricional."
Marília Fernandes
CRN 1693
fernandesmarilia@uol.com.br